Vamos ao trabalho
Por Célio Oliveira
O Brasil começa a trabalhar a partir de hoje. Até este fim de semana, desde as comemorações de fim de ano, tudo foi festa. Este aspecto é uma característica do brasileiro.Mas este ano é um ano atípico (?). Teremos Copa do Mundo, em junho, e eleições, em outubro. E o que significa isso? Simplesmente festas. Brasileiro é um povo festeiro por natureza. Tem a capacidade de transformar datas importantes em festas.
Não sei se é algo que vem do nada, mas alguma coisa me diz que o Brasil não ganha esta Copa na Alemanha. O time praticamente já está escalado, mas a teimosia do Parreira é que me mata. Não vai levar o Rogério Ceni, preferindo apostar no frangueiro do Dida. Mas tudo bem.
Também não agüento mais ouvir e ver reportagens sobre Alckmin versus Serra. Os dois protagonizam uma imbecilidade sem tamanho. Será que acham que nós temos o nariz com os furos voltados para cima? Sim, porque isso não passa de uma jogada de marketing político.
Se o Lula está fazendo um bom governo também não sei dizer. Mas o fato é que é o único nome que sobra para se votar para a presidência da República. Com mensalão ou sem mensalão ele é o cara. Talvez nessa segunda chance ele se manca e governe para o povo.
Mas a verdade é que o Carnaval pegou fogo em todo o país. Teve o Galo da Madrugada em Recife, o Carnaval de blocos em Salvador e o título da surpreendente Vila Isabel, sem o Martinho, no Rio de Janeiro. Então, vamos esquecer as festas e voltar ao trabalho!
Quem confia ou dá credibilidade à justiça brasileira? Talvez muita pouca gente neste país. Aliás, poucos são os casos que, quando concluídos ou julgados, trazem a sensação de que a justiça foi realmente feita.
Os principais sites da internet brasileira dão destaque à pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje (14), que aponta uma diferença de dez pontos percentuais de Lula (47,6%) sobre José Serra (37,6%) numa possível disputa eleitoral para a presidência da República.
As disparidades entre Brasil e Estados Unidos são mesmo um abismo imensamente enorme. E isso pode ser constatado em quaisquer estimativas sócio-político-econômica. Não poderia ser diferente quando o negócio se trata de internet.
Quem ouviu ou leu o recado que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, mandou ao presidente Lula sobre a decisão de escolha do melhor padrão para a implantação da TV Digital a ser adotado pelo Brasil não tem dúvidas do teor da mensagem. Ou Lula acerta ou escolhe o pior.
Muita gente não gosta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Acham-no um ditador, talvez por ser admirador de Fidel Castro, presidente de Cuba. Não penso dessa forma. Chávez é um defensor intransigente de sua terra, de seu povo. E têm idéias avançadas.
O presidente Lula anunciou hoje: “2006 será um ano promissor para o país. A economia vai crescer, vai ter mais empregos, vamos fazer muito mais obras de infra-estrutura. Dentre essas obras de infra-estrutura, a questão do saneamento básico, a questão da água e a questão do emprego são coisas primordiais para o povo brasileiro".
A intenção dos deputados federais de reduzir o recesso parlamentar é, inegavelmente, uma atitude merecedora de elogios. Continuar com o período de férias de 90 dias não é uma medida de bom senso. Até mesmo porque se contabilizarmos na ponta do lápis veremos que os nobres parlamentares só trabalham três anos em um mandato de quatro. Uma vergonha, como diria o Boris Casoy.